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Unha que descasca em camadas: a rotina da semana para a ponta parar de esfarelar

Unha que descasca em camadas: a rotina da semana para a ponta parar de esfarelar

BSEditado por Bruno Schuck · BijuPrime

Você tira o esmalte, olha a ponta da unha e ela está se abrindo em camadinhas finas. Dá para levantar com a própria unha do outro dedo. Não quebra de uma vez — vai descascando, e a unha nunca passa da beirada do dedo.

Isso não é unha fraca de nascença. Na maioria das vezes é a unha desidratada, se separando nas camadas que a formam. E o que causa isso está quase todo dentro da sua rotina.

Por que a ponta descasca (e o resto da unha não)

A unha é feita de camadas coladas umas nas outras. A ponta é a parte mais velha — cresceu há meses e já passou por tudo: água quente, detergente, acetona, lixa. Quando a cola entre essas camadas resseca, elas se soltam. Sempre na ponta primeiro.

Os quatro vilões mais comuns:

  • Água demais. Lavar louça sem luva, banho longo, piscina. A unha absorve água, incha, seca e encolhe. Repetido todo dia, isso solta as camadas.
  • Acetona pura. Ela tira o esmalte e leva junto a gordura natural da unha. Removedor sem acetona demora mais, mas costuma agredir menos. Resseca também — só não na mesma medida.
  • Lixa de vai e vem. Serrar a ponta nos dois sentidos abre as camadas por dentro. É provavelmente o erro mais comum e o mais fácil de corrigir.
  • Esmalte sem pausa nenhuma. Não é o esmalte em si — é remover, lixar e reesmaltar toda semana. O desgaste vem da remoção repetida, não da cor.

Dica rápida

Lixe sempre num sentido só, da lateral para o centro, com a lixa de papel (as de metal são agressivas demais para unha que já está descascando). Leva dez segundos a mais por unha e é a mudança de hábito que costuma render mais rápido.

A rotina da semana, dia a dia

Nada disso toma mais que dois ou três minutos por vez. O que funciona aqui é a repetição, não a intensidade.

Todo dia, à noite: óleo na cutícula e na ponta da unha. Óleo de amêndoas, de rícino, óleo específico de cutícula — qualquer um serve. Passe uma gotinha e espalhe com o dedo até a lateral. Faça isso antes de dormir, quando a mão não vai encostar em água nas próximas horas.

Todo dia, depois de lavar louça ou de pôr a mão na água: creme de mão. Não precisa ser caro. Precisa estar por perto — deixe um tubo na pia da cozinha, porque o que fica na gaveta do quarto você não usa.

Duas vezes por semana: lixe só o que precisa. A ponta que descascou, para não engatar na roupa e rasgar mais fundo. Nada de lixar a superfície da unha para “alisar” — é ali que a camada de proteção mora.

Uma vez por semana: a pausa. Fique um dia inteiro sem esmalte nenhum, com óleo à noite. Não é a unha respirando — a unha não respira. É você poupando ela de mais uma remoção. Se esmalta toda sexta, tire na quinta em vez de tirar e repor na mesma hora.

Sempre que for lavar louça ou limpar a casa: luva. É o item que muda mais resultado com menos esforço, e é o que quase todo mundo pula.

O que não vale o esforço

Endurecedor com formol dá aquela sensação de unha dura na primeira semana. O problema é que unha dura demais não entorta — ela quebra. Se a sua unha está descascando por ressecamento, endurecer não resolve a causa, e o uso contínuo tende a deixar tudo mais quebradiço. Se for usar, use por pouco tempo e observe.

Suplemento de biotina virou resposta automática para unha fraca. Ele pode ajudar quem tem uma deficiência real, e nesse caso quem identifica é um exame, não um post. Tomar por conta própria esperando resolver descascamento causado por acetona e detergente é dinheiro gasto no lugar errado.

Base fortalecedora funciona mais como escudo do que como tratamento: ela protege a unha do impacto e do esmalte colorido, o que já é bastante. Só não espere que ela cole as camadas que já se separaram.

Quanto tempo até ver diferença

Aqui vem a parte que ninguém gosta de ouvir. A unha da mão cresce em média uns 3 milímetros por mês. A parte que está descascando hoje não tem como se recuperar — ela precisa crescer e ser cortada fora.

Ou seja: a unha nova, que está nascendo agora com a rotina nova, leva de quatro a seis meses para substituir a unha inteira. O que você vai notar antes disso é outra coisa: a unha para de descascar mais fundo, a cutícula fica menos ressecada e as quebras ficam mais raras. Isso costuma aparecer em três a quatro semanas.

Se depois de dois meses de rotina consistente a unha continuar descascando igual, ou se a unha mudou de cor, ficou grossa, entortou ou começou a doer, aí é outra conversa. Vale investigar com uma dermatologista, porque isso já não é ressecamento.

Perguntas frequentes

Esmalte em gel piora? O gel em si protege bem. O que costuma machucar é a remoção — lixar demais na hora de tirar ou arrancar a película. Se você faz gel, o cuidado maior é na retirada, de preferência com quem sabe fazer.

Cortar bem curtinho ajuda? Ajuda, sim, porque tira a parte já comprometida e reduz o risco de engatar e rasgar. Só evite deixar rente demais a ponto de doer.

Molho de água morna com sal ou azeite resolve? Faz o contrário do que se espera: a unha incha na água e seca depois. Óleo, sempre direto na unha seca.

Preciso parar de fazer as unhas no salão? Não. Peça para não lixar a superfície da unha e para trabalhar a cutícula empurrando em vez de cortar fundo. Manicure boa faz isso sem discussão.

Cada pele reage de um jeito. Se você tem alguma condição diagnosticada, está grávida ou usa ácidos e medicação de uso contínuo, vale conversar com sua dermatologista antes de mudar a rotina.

Bruno Schuck edita o BijuPrime. Escolhe as pautas pelo que dá para fazer numa manhã corrida e corta tudo que promete resultado garantido.

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